A Companhia Porto Piauí S.A., empresa de capital misto vinculada ao Governo do Estado do Piauí e à Investe Piauí S.A., responsável pelo desenvolvimento e operação do Complexo Portuário de Luís Correia, comunica ao mercado, aos parceiros institucionais e à comunidade portuária os seguintes fatos relevantes referentes ao início de sua fase operacional e ao avanço de seus terminais.
1. INÍCIO DA FASE OPERACIONAL DO TERMINAL DE MINÉRIO DE FERRO
Nesta semana, a Companhia iniciou a fase operacional do Terminal de Minério de Ferro com a atracação do navio graneleiro Konta II no berço 401 do Porto Piauí, realizando o primeiro embarque de minério a ser exportado pelo Estado do Piauí.
Serão movimentadas mais de 110 mil toneladas sob uma modalidade inovadora e eficiente para o Brasil: o transhipment. Tal operação permite que navios oceânicos da classe Capesize (200 mil toneladas) — inéditos em grande parte dos portos do Nordeste — sejam atendidos já na primeira operação. As embarcações permanecerão fundeadas em nossa costa e serão carregadas diretamente por navios graneleiros com o minério de ferro.
Essa operação proporciona ganhos logísticos ao minério piauiense, que embarcará em uma escala substancialmente mais competitiva, dado que, quanto maior o navio, menor o frete marítimo. Tal eficiência não seria alcançada pela Lion Mining em sua rota anterior, por outro porto, o que levou a empresa a adotar o Porto Piauí em contrato de longo prazo para o escoamento de 10 milhões de toneladas de seus produtos.
Na perna rodoviária até o nosso porto, a Lion Mining reduz significativamente a distância em 200 quilómetros, o que representa economia de pelo menos R$ 9 milhões a cada navio exportado.
A Lion Mining e o Porto Piauí escrevem um capítulo na história da logística do Piauí, do Nordeste e do Brasil.
Nos próximos dias, concluiremos este primeiro embarque, em parceria com a Lion Mining, tornando o carregamento portuário ainda mais eficiente com a utilização de transportadores de correia e shiploaders, consolidando mais um dos empreendimentos atraídos e suportados pela Investe Piauí, em parceria entre o Estado e a iniciativa privada.
2. TERMINAL DE GRÃOS
A conclusão do berço 401 viabiliza não apenas o embarque do minério de ferro, mas também a atracação de navios graneleiros para o embarque de grãos do cerrado piauiense.
A Companhia assinou acordo comercial com a Czarnikow Brasil (CZ) para a movimentação, já em 2026, de grãos da safrinha (milho e sorgo). O acordo prevê ainda movimentação de longo prazo para os anos de 2027, 2028 e 2029.
Estruturas de armazenagem serão implantadas nos próximos 90 dias, com embarque previsto para o último trimestre de 2026.
Esta parceria fortalece e promove o mercado de grãos em nosso Estado, que produz mais de 7 milhões de toneladas. A iniciativa abre rota mais eficiente do que as alternativas hoje utilizadas pelos produtores piauienses, que atualmente enfrentam longas filas portuárias para o embarque de seus produtos, o que se traduz em acréscimo de até 30% no custo logístico dessas rotas.
3. AMPLIAÇÃO DA INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA
O Piauí não para: operação hoje e trabalho para um futuro ainda mais competitivo.
A Companhia anuncia, com suporte financeiro garantido pelo Governo do Estado, que a Investe Piauí e o Porto Piauí realizarão o processo de aumento da profundidade do nosso canal para -11,5 m DHN e um calado dinâmico de 14 metros, que incluirá também as dragagens de manutenção do canal atual, consolidando as condições náuticas para o crescimento das operações do complexo portuário.
4. TERMINAL DE CARGA GERAL E CONTEINERIZADA
Como resultado do Chamamento Público realizado em dezembro de 2024, a parceria firmada com a CNAGA Armazéns Alfandegados encontra-se com obras iniciadas de terraplenagem e pavimentação. O investimento, da ordem de R$ 25 milhões, implantará os galpões e pátio para manuseio de contêineres e carga geral, com previsão de conclusão em dezembro de 2026.
Em conjunto com a Companhia, este terminal possibilitará a abertura de novas rotas de cabotagem para o nosso porto, que receberá tais cargas no berço 301, concluído em 2025 e apto a operar desde então.
As principais alternativas contemplam linhas diretas para produtos do Sul e Sudeste, que hoje enfrentam mais de 4.000 quilômetros de frete rodoviário. A migração para a cabotagem poderá proporcionar aos empresários dos setores de varejo, construção e afins uma redução de frete de até 25% nesta rota, posicionando o Piauí como grande porta de entrada para o Meio-Norte do Brasil, com eficiência e competitividade, por meio de embarcações dedicadas a estes fretes.
5. TERMINAL PESQUEIRO
Avança a urbanização do terminal pesqueiro, com a conclusão, nos próximos dias, da pavimentação de todas as vias internas e do acesso de entrada, no qual foram investidos mais de R$ 30 milhões na sede administrativa do terminal, no patrimônio destinado à Marinha do Brasil, na sede da Polícia Federal e nas obras de pavimentação e iluminação.
O próximo passo é a implantação da Unidade Industrial de Processamento de Pescado (UIPP), Fábrica de Gelo e Câmaras Frias, além de área de armazenamento para que outras indústrias se associem aos projetos do Porto Piauí e atraiam novos empreendedores. A licitação para esta implantação encontra-se em fase de conclusão, com obras a iniciar no mês de julho.
A Companhia Porto Piauí implantará esta unidade industrial. Todas as etapas de desenvolvimento deste processo industrial já foram realizadas em parceria com a FADEX, SENAI e a UFDPAR, atraindo a participação dos pescadores locais e das empresas do ramo do pescado.
6.TERMINAL INDÚSTRIA DE FERTILIZANTES MARINHOS
Em andamento, a parceria estabelecida com a Oceana Minerals, desde 2025, encontra-se com obras da infraestrutura de recebimento e descarga do fertilizante marinho (Lithothamnium) em nosso porto. Já foram realizadas descargas de teste e, com a conclusão desta infraestrutura, as operações de descarga passarão a ser diárias, podendo alcançar mais de 1.500 toneladas descarregadas por dia deste produto no Terminal.
Como próxima fase, a Oceana apresentou o projeto para o processamento do fertilizante diretamente na área do terminal. Em escala industrial, tal projeto possibilitará o beneficiamento do produto in natura em condições de comercialização em varejo e, inclusive, de exportação para países da América do Norte.
7. ATUALIZAÇÕES REGULATÓRIAS
A Receita Federal do Brasil (RFB) concedeu ao Porto Piauí a habilitação para realizar todas as movimentações de cargas de exportação e importação via SISCOMEX, ficando a Companhia apta a realizar suas operações aduaneiras.
De igual modo, a ANTAQ concedeu autorização especial para a movimentação de cargas, embasada no pedido da Companhia. Encontram-se em curso, em processo regular, as liberações para a emissão da TLO do nosso TUP.
A SEMARH, por sua vez, outorgou ao Porto Piauí, por meio de sua Licença de Operação, o status operacional para suas atividades de Terminal de Uso Privado, reafirmando nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e com todos os programas ambientais e de monitoramento em curso, para a entrega de uma operação consciente e limpa.
AGRADECIMENTOS
Registramos, de forma expressa, nossos agradecimentos a todos os órgãos e instituições que apoiaram o avanço deste processo — Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR), ANTAQ, Marinha do Brasil, Receita Federal do Brasil (RFB), Polícia Federal (PF), SPU, SEMARH-PI e SEDUC (Escola do Mar).
Estendemos um agradecimento especial à Receita Federal do Brasil, à Polícia Federal e à Marinha do Brasil, que estarão fisicamente presentes na retroárea do Porto Piauí, o que reafirma a integração institucional e o compromisso conjunto com a segurança, o controle e o desenvolvimento das operações portuárias. Piauí, julho de 2026. COMPANHIA PORTO PIAUÍ S.A. Diretoria-Presidência